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Alopecia androgenética masculina: o que é, por que acontece e como tratar

Foto do escritor: Dra. Camila Renner
Dra. Camila Renner
3 de ago.
3 min de leitura

A alopecia androgenética masculina, conhecida popularmente como calvície masculina, é uma condição crônica caracterizada pela perda progressiva dos fios de cabelo em áreas específicas do couro cabeludo.

Trata-se da forma mais comum de perda de fios em homens e, apesar de muito frequente, ainda é cercada de dúvidas e desinformação. Quando não tratada, tende a evoluir de forma gradual ao longo dos anos.


Quem pode ter alopecia androgenética?

A alopecia androgenética pode começar já no final da adolescência ou início da vida adulta, mas sua frequência aumenta com a idade.

Estima-se que:

  • cerca de 30% dos homens aos 30 anos apresentem algum grau de calvície;

  • aproximadamente 50% aos 50 anos;

  • e até 80% ao longo da vida.

A intensidade varia bastante: alguns homens apresentam apenas entradas discretas, enquanto outros evoluem para perda extensa no topo da cabeça.


Por que a calvície acontece?

A causa principal é a combinação de predisposição genética com a ação dos hormônios androgênicos, especialmente a di-hidrotestosterona (DHT).

Na alopecia androgenética, ocorre um processo chamado miniaturização folicular:

  • os fios vão ficando progressivamente mais finos e curtos;

  • o tempo de crescimento do cabelo diminui;

  • com o tempo, os folículos podem parar de produzir fios visíveis.

As áreas mais afetadas costumam ser:

  • região frontal (entradas);

  • topo da cabeça (vértex);

  • com preservação relativa da região lateral e posterior.


Quais são os sinais iniciais?

Os primeiros sinais podem ser sutis, como:

  • afinamento dos fios;

  • aumento das “entradas”;

  • redução de densidade no topo da cabeça;

  • maior visibilidade do couro cabeludo.

Nesses casos, geralmente o paciente não percebe queda intensa de cabelo, mas sim perda de volume ao longo do tempo.


Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico é clínico, baseado na história e no exame do couro cabeludo, especialmente através da tricoscopia (avaliação com aumento), que evidencia variação no diâmetro dos fios (anisotricose) — um dos principais sinais da doença.

Exames laboratoriais não são necessários para finalidade diagnóstica, porém são solicitados para complementar a conduta e/ou afastar outras causas associadas ao quadro de perda de fios.


Existe tratamento?

Sim — e quanto mais precoce o início, melhores os resultados.

O tratamento tem como objetivo retardar a progressão da doença e estimular o crescimento dos fios, mas não “cura” a predisposição genética.

As principais opções incluem:

  • Medicamentos orais, que estimulam o crescimento capilar, aumentam a fase de crescimento dos fios e atuam reduzindo a conversão de testosterona em DHT;

  • Medicamentos tópicos, que auxiliam na manutençãodomiciliar do tratamento;

  • Suplementação de vitaminas e minerais individualizadas, que irão proporcionar crescimento saudável de novos fios;

  • Terapias injetáveis e tecnologias realizadas em consultório médico, que irão proporciar resultados consistentes de forma mais rápida e efetiva.

A escolha do tratamento deve ser individualizada, considerando idade, padrão de perda, expectativas e perfil de segurança.


O transplante capilar é tratamento para calvície?

Não. O transplante capilar é a estratégia adotada para devolver fios em áreas do cou

ro cabeludo onde os folículos já sofreram atrofia e já não poderiam produzir novos fios com o tratamento clínico. Porém não atua nos fatores hormonais, genéticos e inflamatórios da doença e tampouco controla sua progressão ao longo dos anos.


O tratamento precisa ser contínuo?

Sim. A alopecia androgenética é uma condição crônica.

Isso significa que:

  • ao interromper o tratamento, há tendência de perda dos resultados obtidos;

  • a manutenção é fundamental para preservar os fios ao longo do tempo.


Quando procurar atendimento?

É indicado buscar avaliação quando:

  • há início de entradas ou rarefação capilar;

  • existe histórico familiar de calvície e preocupação precoce;

  • percebe-se afinamento progressivo dos fios;

  • há impacto na autoestima.


Em resumo

A alopecia androgenética masculina é uma condição comum, progressiva e com forte influência genética. Apesar de não ter cura definitiva, existem tratamentos eficazes capazes de desacelerar a queda, preservar os fios e melhorar significativamente a densidade capilar quando iniciados precocemente.

 
 
 

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Dra. Camila Renner

Médica

CRM-SP 192579 RQE 113939

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