Acne: o que é, por que acontece e como tratar

Atualizado: 24 de jul.

A acne é uma doença inflamatória crônica da pele que acomete a unidade pilossebácea (folículo piloso e glândula sebácea). Embora seja mais comum na adolescência, pode surgir em qualquer fase da vida, inclusive na idade adulta.
É uma das doenças dermatológicas mais frequentes no mundo e, além das lesões na pele, pode causar impacto importante na autoestima, qualidade de vida e saúde emocional quando não tratada adequadamente.
Quem pode ter acne?
A acne afeta cerca de 80–90% dos adolescentes em algum grau, mas aproximadamente 20–40% dos adultos, principalmente mulheres, também podem apresentar a doença ou desenvolver acne pela primeira vez após os 25 anos.
A gravidade varia bastante: algumas pessoas apresentam apenas cravos ocasionais, enquanto outras desenvolvem lesões inflamatórias extensas e cicatrizes permanentes.
Por que a acne aparece?
A acne não tem uma única causa. Ela resulta da combinação de diversos fatores, entre eles:
Aumento da produção de oleosidade, principalmente por influência hormonal.
Obstrução dos poros devido ao acúmulo de células da pele.
Proliferação da bactéria Cutibacterium acnes, que faz parte da microbiota normal da pele.
Inflamação, responsável pelas lesões avermelhadas e dolorosas.
Além desses mecanismos principais, alguns fatores podem favorecer ou piorar a acne:
predisposição genética;
alterações hormonais (puberdade, síndrome dos ovários policísticos, gestação e uso de alguns contraceptivos);
determinados medicamentos (como corticoides e alguns anabolizantes);
produtos cosméticos inadequados;
estresse;
dietas ricas em alimentos de alto índice glicêmico e, em algumas pessoas, excesso de laticínios.
É importante destacar que falta de higiene não causa acne. Lavar excessivamente o rosto, inclusive, pode irritar a pele e agravar a inflamação.
Quais são os tipos de lesões?
A acne pode se manifestar de diferentes formas:
Comedões abertos (cravos pretos);
Comedões fechados (cravos brancos);
Pápulas (pequenas lesões avermelhadas);
Pústulas (espinhas com pus);
Nódulos e cistos, formas mais profundas e dolorosas, com maior risco de cicatrizes.
Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico é essencialmente clínico, realizado durante a consulta médica. Além da avaliação da pele, podem ser investigadas alterações hormonais quando há sinais sugestivos, especialmente em mulheres com acne de início tardio, irregularidade menstrual ou excesso de pelos.
Como é o tratamento?
O tratamento depende da gravidade, do tipo de acne, da idade, do risco de cicatrizes e das características individuais de cada paciente.
As opções incluem:
Medicamentos tópicos, como retinoides, peróxido de benzoíla, ácido azelaico e antibióticos tópicos em situações específicas;
Medicamentos orais, como antibióticos, terapias hormonais para algumas mulheres e isotretinoína nos casos moderados a graves ou resistentes;
Procedimentos dermatológicos, como peelings, extração de comedões, lasers e tecnologias auxiliares, quando indicados.
O tratamento costuma exigir paciência: a melhora geralmente ocorre de forma gradual ao longo de semanas ou meses, e interromper precocemente a medicação pode favorecer recidivas.
É possível prevenir cicatrizes?
Sim. O fator mais importante é tratar a acne precocemente. Quanto maior o tempo de inflamação ativa, maior a chance de desenvolver cicatrizes permanentes e manchas pós-inflamatórias.
Além disso, evitar manipular as espinhas reduz o risco de infecção, hiperpigmentação e cicatrização inadequada.
Quando procurar atendimento?
É recomendado procurar avaliação médica quando:
a acne é persistente ou extensa;
há dor, nódulos ou cistos;
surgem cicatrizes ou manchas;
os tratamentos utilizados por conta própria não funcionam;
a acne causa impacto emocional ou prejuízo na autoestima.
Em resumo
A acne é uma doença muito comum, multifatorial e tratável. Hoje existem diversas opções terapêuticas capazes de controlar a inflamação, prevenir cicatrizes e melhorar significativamente a qualidade de vida. O tratamento ideal deve ser individualizado, considerando o tipo de pele, a gravidade das lesões e os objetivos de cada paciente.



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